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sábado, 7 de maio de 2011

Fact No. 2!

Não sei se quando era mais novo, por volta dos 6/7 anos, suspeitaria que me viria a tornar isto ou aquilo, ou que teria o que queria ou o que não queria, se seria feliz ou não.
Mas agora, que passaram os 18, wow, tenho a sensação que cada passo que dou estou mais perto do abismo.
Não há um único dia que tenha dito "este foi o melhor dia da minha vida", até agora, e duvido muito que o vá dizer.
Custa imenso adormecer todos os dias com o sentimento de não querer acordar no dia seguinte, pois não sei que farei nesse dia, o que sentirei, quem me apoiará. E por mais que queira contrariar esse sentimento, não consigo.
O corpo começa a falhar, a alma começa a atraiçoar-me, os meus olhos começam a ver de maneira diferente, tudo que faço parece-me amador, tudo que sinto parece uma forma de me dizer que não pertenço aqui.
E depois de tudo isto, estou a descer a rua e passa por mim um lindo casalinho aos beijos, completamente apaixonado?! Bah, só apetece começar à chapada aos dois, por terem algo que, para ser sincero, não sei se alguma vez terei. Não acredito no amor, não acredito em mim, e não acredito que alguém me vá amar.
Mas, ok, não é que me importe, claro está, apenas aquela inveja que sinto quando alguém fala no namorado, blah blah blah, me deixa fora de mim.
Dá-me vontade de chorar, chorar e chorar. Faz-me sentir que nunca me adaptarei ao mundo, à realidade, realidade em que vivo.
Era mais fácil se tudo fosse como nos contos de fadas.
Ou então que fosse como queria. Que o meu príncipe encantado me olhasse na rua, e a terrível bomba pulsante começasse a bater a 200 à hora, como quem diz "este é o tal, si, sim, beija-o". Mas infelizmente, não é como queremos.
Não é como eu quero.

Fuck!